Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Série Stephen King 7 / O Iluminado

O Iluminado (The Shining, EUA/ING, 1980)

Um dos maiores (e mais compulsivos, inteligentes e obsessivos) diretores de todos os tempos, Stanley Kubrick nos brinda com a sua visão do gênero terror, depois de revolucionar a ficção científica (com “2001”) e o épico (com “Spartacus”), para ficar nos mais famosos; utilizando como base o livro de Stephen King, “O Iluminado” é uma experiência que dificilmente deixará de causar impacto no espectador.
Jack Torrance (Jack Nicholson, magnífico) é um perdedor. Depois de perambular por vários empregos, dos quais era despedido por seu comportamento agressivo (alcoolismo), ele recebe uma proposta do gerente do Hotel Overlook, no Colorado, Stuart Ullman: passar o inverno no hotel, cuidando para que nada aconteça de errado com as instalações e o estabelecimento possa voltar a funcionar sem problemas na próxima temporada. O inverno no Estado leva de 4 (quatro) a 5 (cinco) meses para encerrar, o que ocasiona um completo isolamento dos habitantes; no caso, o zelador Jack e sua família, Wendy (Shelley Duvall) e o filho de seis anos Danny (Danny Lloyd, no seu primeiro papel no cinema).
Danny tem poderes especiais, chamado no filme de “shining” (iluminação), que o permite visualizar o passado e o futuro, além de ter insights sobre os locais onde está e as pessoas que o rodeiam e praticar telepatia, representado pelo amigo imaginário Tony. Sabendo que é praticamente sua última oportunidade de se reerguer, Jack aceita o emprego, contando com a possibilidade de terminar um romance que estava escrevendo e, quem sabe, mudar de vida definitivamente e a família se muda para o hotel. Lá, eles conhecem o chefe da cozinha, Dick Hallorann (Scatman Crothers), que também é um “iluminado”. Ele avisa Danny que o hotel é um local ruim, impregnado de maldade e pede para que tome cuidado e proteja sua família.
Dono de uma história trágica e recheada de acontecimentos violentos, o Hotel Overlook começa a influenciar Jack, que lentamente decai para um estado de completa loucura, onde sua esposa e filho terão que fazer de tudo para sobreviver.
Um triunfo de sugestão e narrativa, o filme é simplesmente arrasador. Todas as características de Kubrick estão presentes: os ambientes anti-sépticos, sem uma partícula de sujeira; o desenvolvimento gradual da trama e a combinação de ângulos de câmera elegantes com uma trilha sonora complementar e não invasiva.
O estilo obsessivo de filmar, com enorme quantidade de repetições da mesma cena, chegando à quantidade de 127 takes de uma mesma cena com Shelley Duvall, rendeu pelo menos um episódio interessante: na cena em que Jack ataca Dick Hallorann, Kubrick queria pelo menos 70 takes; quando estavam na 40ª repetição, o veterano Scatman Crothers, então com 70 anos de idade, sentou, começou a chorar e perguntou “O que o senhor quer, Sr. Kubrick?”. Outra faceta do diretor: o menino Danny Lloyd somente descobriu que estava filmando um filme de terror mais de sete anos depois; através de truques e conversas, o diretor tirava todas as reações do garoto sem que ele desconfiasse do que estava realmente acontecendo.
O resultado não poderia ter sido outro. Um filme poderoso e que mantém o encanto, mesmo depois de tantos anos. Todo fã de cinema, e especialmente de terror, tem que assistir.
Foi refilmado, em 1997, como mini-série para a TV, onde o escritor Stephen King teve a chance de, finalmente, ter a sua visão na tela; os dois, Kubrick e King, tiveram variadas divergências criativas durante a filmagem, apesar de manterem a amizade e o respeito. Nem é preciso dizer que a versão para a TV, apesar de muito mais fiel ao livro, perde de goleada para a adaptação do genial e esquisito diretor inglês...

Elenco: Jack Nicholson (Jack Torrance), Shelley Duvall (Wendy Torrance), Danny Lloyd (Danny Torrance), Scatman Crothers (Dick Hallorann), Barry Nelson (Stuart Ullman), Philip Stone (Delbert Grady), Joe Turkel (Lloyd, barman do Overlook), Anne Jackson (Médica), Tony Burton (Larry Durkin), Lia Beldam (Jovem na banheira), Billie Gibson (Anciã na banheira), Barry Dennen (Bill Watson), David Baxt (Ranger 1), Manning Redwood (Ranger 2), Robin Pappas (Enfermeira), Alison Coleridge (Suzie, secretária do Sr. Ullman), Burnell Tucker (Policial), Jana Sheldon (Aeromoça), Kate Phelps (Recepcionista), Norman Gay (Convidado Ferido).

Diretor: Stanley Kubrick; Roteiro: Stanley Kubrick e Diane Johnson, baseados no livro “The Shining”, de Stephen King; Produção: Stanley Kubrick, Mary Lea Johnson, Martin Richards e Robert Fryer; Produção Executiva: Jan Harlan; Trilha Sonora: Wendy Carlos e Rachel Elkind, com músicas de Bèla Bartók, György Ligeti e Krzysztof Penderecki; Direção de Fotografia: John Alcott; Edição: Ray Lovejoy; Elenco: James Liggat; Design de Produção: Roy Walker; Direção de Arte: Leslie Tomkins; Figurinos: Milena Canonero; Maquiagem: Barbara Daly e Tom Smith; Som: Dino Di Campo, Jack Knight e Wyn Ryder.

Série Stephen King 6 / Carrie, A Estranha


Carrie, A Estranha (Carrie, EUA, 1976)

Grande sucesso na década de 70 foi um dos primeiros filmes dirigidos por Brian de Palma (“Scarface”, “O Pagamento Final”, “Olhos de Serpente”, entre outros) e a produção que marcou o início da prolífica colaboração de King com o cinema, sendo que o livro que originou a película foi o primeiro escrito por ele e que sedimentou sua carreira de sucesso nas duas mídias.
Uma garota, Carrie White (Sissy Spacek, indicada ao Oscar® de 1977 pelo papel) sofre nas mãos das colegas de escola, lideradas por Sue (Amy Irving) e Chris (Nancy Allen, deliciosamente cruel) por causa de suas maneiras tímidas e retraídas e sua aparência desleixada e deslocada. A menina é defendida pela professora de Educação Física, Srta. Collins (Betty Buckley), em um episódio no chuveiro quando ela menstrua pela primeira vez e fica apavorada, sendo motivo de chacota e até mesmo agressões físicas, com toalhas e tapas. As colegas são punidas pela crueldade, o que causa ainda mais animosidade contra Carrie, com a exceção de Sue, que se arrepende do que fez e busca maneiras de compensar, ao contrário de Chris, que insiste com a perseguição e acaba expulsa da escola.
Acontece que Carrie possui poderes telecinéticos (move objetos com a mente) e é severa e constantemente reprimida pela mãe, Maggie (Piper Laurie, soberba e também indicada ao Oscar® de 1977, como atriz coadjuvante), uma amargurada fanática religiosa que considera sua filha uma punição divina pelas suas “falhas” como mulher. Ela atormenta e pune Carrie com castigos e penitências, dentro da lúgubre casa das duas.
Quando Sue, buscando a redenção, convence seu namorado Tommy (William Katt) a convidar Carrie para o Baile de Formatura, Chris e seu namorado delinqüente Billy (John Travolta, bem canalha e antes do sucesso de “Os Embalos de Sábado à Noite”) vêem a oportunidade de vingança, numa cena emblemática do cinema de horror moderno. Só que não contavam com os poderes de Carrie, que afloram violentamente e sem fazer distinções...
Recheado de inovações estilísticas do diretor, que exerce seu virtuosismo técnico com travellings de câmera inventivos e telas múltiplas (características que ficariam como sua marca registrada), o filme é um bom espetáculo, apoiado nas ótimas atuações do par central e um roteiro forte, do especialista Lawrence Cohen, que aproveitam todas as nuances e possibilidades dadas pelo livro. Conta ainda com a preciosa trilha sonora do italiano Pino Donaggio (habitual colaborador do mestre italiano do terror Dario Argento), que pontua os sustos (e, acreditem, eles são muitos) de forma eficiente até o final apocalíptico, que fez escola.
Um pequeno clássico, sem sombra de dúvida. Não deixe de ver.

Elenco: Sissy Spacek (Carrie White), Piper Laurie (Margaret White), Amy Irving (Sue Snell), William Katt (Tommy Ross), Betty Buckley (Srta. Collins), Nancy Allen (Chris Hargensen), John Travolta (Billy Nolan), P. J. Soles (Norma Watson), Priscilla Pointer (Sra. Snell), Sydney Lassick (Sr. Fromm), Stefan Gierasch (Sr. Morton), Michael Talbott (Freddy), Doug Cox (O Bico), Noelle North (Frieda), Cindy Daly (Cora), Deirdre Berthong (Rhonda), Anson Downes (Ernest), Rory Stevens (Kenny), Edie McClurg (Helen).

Diretor: Brian de Palma; Roteiro: Lawrence D. Cohen, baseado no livro “Carrie”, de Stephen King; Produção: Brian de Palma e Paul Monash; Produtor Associado: Louis A. Stroller; Trilha Sonora: Pino Donaggio; Diretor de Fotografia: Mario Tosi; Edição: Paul Hirsch; Elenco: Harriet B. Helberg; Direção de Arte: Jack Fisk e William Kenney; Cenários: Robert Gould; Figurinos: Rosanna Norton; Maquiagem: Wesley Dawn; Som: Dan Sable e Lois Freeman; Efeitos Especiais: Greg Auer e Ken Pepiot.

Terça-feira, Dezembro 13, 2005

Visão do Terror


A Visão do Terror (TerrorVision, EUA, 1986)

Amigos e vizinhos, este filmeco é um digno representante das produções trash de terror e ficção dos anos 80. Não se fazem mais filmes como antigamente...
Na trama, um monstro gigantesco que devora tudo que vê pela frente é transformado em energia pura pela estação de tratamento de lixo do planeta Plutão(!) e enviado para os confins do universo. Por acidente (numa cena ridícula onde vemos o jato de energia ricocheteando pelos planetas), essa energia desincorporada é captada pela antena parabólica dos Putterman e o monstro é libertado. O único que sabe o que está acontecendo é Sherman (Chad Allen), mas ninguém acredita nele. Será que há esperança para a humanidade? Sobreviveremos a essa provação?
Um grande barato, esse filme é um festival de personagens malucos (por exemplo, os Putterman são praticantes de swing; o filho Sherman é maluco por armas e anda uniformizado; a filha é uma doida por MTV; o namorado é um metaleiro meio debilóide; o avô prega que todos devemos comer caudas de lagarto e lutar contra a estupidez do mundo com uma Uzi; uma apresentadora de um programa de filmes de terror na TV que acha que é a Medusa) e frases estapafúrdias, com bons efeitos de maquiagem e atuações beirando (e quase sempre ultrapassando) o ridículo; os cenários da casa são bem kitsch, com muito vermelho, sofás coloridos e quadros de mulheres de lingerie. As roupas dos personagens também são típicas da década de 80 (atentem para o visual Madonnístico de Suzy Putterman), com muitos brilhos e cores berrantes.
O monstro é o grande herói do filme, e os três jovens (Chad Allen, Diane Franklin e Jon Gries) inclusive tentam domesticá-lo e ensinar a falar, em uma das grandes cenas do filme. As cenas das mortes são bem nojentas, com muita baba e sangue verde (!), em um bom trabalho da equipe de efeitos especiais.
A produtora Empire, dos irmãos Band (Charles, Albert e Richard), tinha a pretensão de ser a perpetuadora do legado de Roger Corman, e se notabilizou por produzir muitas pérolas do cinema B, sempre com pouco dinheiro e muita criatividade, pena que sem obter os mesmos resultados na qualidade cinematográfica que o mestre Corman conseguiu. Contudo, foram os responsáveis por dar chances a ótimos realizadores de terror como Stuart Gordon (de Re-Animator, Do Além e muitos outros filmes legais de podreira da década de 80 e 90), o ator Jeffrey Combs (homenageado por Peter Jackson em “Os Espíritos”) e o próprio diretor deste filme, Ted Nicolaou, que começou na equipe de Tobe Hooper no clássico “O Massacre da Serra Elétrica”, de 1974 e nunca parou de tentar levar a bandeira do terror B para adiante, sendo responsável pela série “Bloodspecies” e outras pérolas. Além do mais, a música-tema é muito legal, cantada pelo grupo The Fibonaccis (que nunca mais apareceu...será que o monstro os devorou também?).
Se você aprecia um bom filme ruim, não perca.
Curiosidade: os filmes que aparecem na TV durante o desenrolar da trama são “Earth vs. The Flying Saucers” de 1956; “The Giant Claw” de 1957; “Robot Monster” de 1953, todos clássicos das matinês de terror e ficção dos anos 50 e “The Dungeon Master” de 1986 (este último também dirigido por Ted Nicolaou)
Elenco: Diane Franklin (Suzy Putterman), Gerrit Graham (Stanley Putterman), Mary Woronov (Raquel Putterman), Chad Allen (Sherman Putterman), Bert Remsen (Vovô Putterman), Jonathan Gries (O. D.), Jennifer Richards (Medusa), Alejandro Rey (Spiro), Randi Brooks (Cherry), Ian Patrick Williams (Sargento Nulty), Sonny Carl Davis (Norton), William Paulson (Pluthar), John Leamer (Chofer).
Diretor: Ted Nicolaou; Roteiro: Charles Band (história) e Ted Nicolaou (roteiro); Produção: Albert Band; Produtor Associado: Debra Dion; Produção Executiva: Charles Band; Trilha Sonora: Richard Band e The Fibonaccis; Direção de Fotografia: Romano Albani; Edição: Thomas Meshelski; Direção de Arte: Giovanni Natalucci; Figurinos: Kathie Clark; Maquiagem: R. Christopher Biggs; Som: Tom Gerard e Tom Villano; Efeitos Especiais: John Carl Buechler e MMI, Inc.

Existe na Internet um movimento para que o filme seja lançado em DVD; se você já viu o filme em VHS e quer apoiar esse pedido, acesse o link
http://www.petitionspot.com/petitions/TerrorvisionDVD

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Série Stephen King 5 / Louca Obsessão

Louca Obsessão (Misery, EUA, 1990)

Grande adaptação da obra de Stephen King, a produção valeu o Oscar® e o Globo de Ouro® de melhor atriz para Kathy Bates, pelo papel de Anne Wilkes.
Na trama, o escritor de sucesso Paul Sheldon (James Caan, muito bem), acaba de encerrar mais um romance. Cheio de manias, ele sempre escreve à máquina, no mesmo hotel (localizado em uma cidadezinha da Nova Inglaterra) e cumpre o mesmo ritual: um cigarro, uma taça de champanhe e leva o manuscrito em uma velha pasta de couro, dirigindo um Mustang 1966, até o escritório de sua editora, Marcia Sindell (a veterana Lauren Bacall), em Nova York.
No caminho, ele sofre um sério acidente, devido a uma tempestade de neve e é resgatado pela enfermeira Anne Wilkes (Kathy Bates, espetacular), uma grande fã da série de livros com a personagem Misery, uma espécie de folhetim, que trouxe fama e fortuna para Sheldon. Porém, cansado de escrever sobre Misery, Sheldon decidiu matar a personagem, fato que desagradou profundamente Anne, mas que ela decide não revelar para seu ídolo.
À medida que o tempo passa, Sheldon percebe que, na verdade, está sendo mantido prisioneiro pela fã, que se mostra cada vez mais psicótica e assustadora. E o debilitado escritor terá que enfrentar sua salvadora para sobreviver.
Passado quase que totalmente em um único cenário, a casa da enfermeira, é um estudo de tensão e suspense bem organizado pelo roteirista e realizado com segurança pelo diretor Reiner (ainda curtindo o sucesso da comédia romântica “Harry e Sally”), que conseguiu escapar do jeitão de teatro filmado e imprimir uma narrativa coesa. Claro que o esforço do diretor teria sido em vão sem um par central de respeito e James Caan e Kathy Bates estabelecem uma boa química em cena, trazendo o espectador para perto da angústia da situação e torcendo pelo escritor Paul Sheldon, encurralado pela sua própria criação e o efeito causado por esta em uma mente perturbada como a de Annie Wilkes. O tema de a criação voltar-se contra o criador é recorrente na ficção de Stephen King e encontra aqui um dos melhores filmes já realizado sobre essa temática; um outro exemplo clássico é “Frankenstein”, de 1931.
Cabe discorrer um pouco mais sobre a atuação de Kathy Bates; com uma composição soberba, ela conseguiu entregar um desempenho magistral, com todas as nuances de uma personagem que poderia descambar para a caricatura, frente à amplitude emocional exigida, já que a enfermeira vai da candura à fúria agressiva (claro que essa transformação é sutil e gradual, cabendo ao espectador perceber os sinais que a artista passa). E a atriz realizou sua tarefa muito bem, deixando a fã muito assustadora pelo senso de realidade impresso na película; Anne Wilkes poderia ser sua vizinha, amigo leitor.
O restante do elenco segue em um nível compatível com o do par central, destacando-se os veteranos Richard Farnsworth como o xerife rabugento da cidadezinha e Lauren Bacall como a editora; e a parte técnica é impecável, com uma bela fotografia de inverno realizada por Barry Sonnenfeld e uma edição nervosa de Robert Leighton. Não deixem de ver.

Elenco: James Caan (Paul Sheldon), Kathy Bates (Annie Wilkes), Richard Farnsworth (Xerife John T. “Buster” McCain), Frances Sternhagen (Virginia McCain), Lauren Bacall (Marcia Sindell), Graham Jarvis (Libby), Jerry Potter (Pete), Thomas Brunelle (Apresentador do telejornal), June Christopher (Apresentadora do telejornal), Julie Payne (Repórter 1), Archie Hahn III (Repórter 2), Gregory Snegoff (Repórter 3), Wendy Bowers (Garçonete), Rob Reiner (Piloto de Helicóptero) e J. T. Walsh (Policial Estadual Sherman Douglas).

Diretor: Rob Reiner; Roteiro: William Goldman, baseado no livro “Misery”, de Stephen King; Produção: Rob Reiner e Andrew Scheinman; Co-produção: Steve Nicolaides e Jeffrey Stott; Trilha Sonora Original: Marc Shaiman; Direção de Fotografia: Barry Sonnenfeld; Edição: Robert Leighton; Elenco: Janet Hirshenson, Jane Jenkins e Sally Lear; Design de Produção: Norman Garwood; Direção de Arte: Mark W. Mansbridge; Cenários: Garrett Lewis; Figurinos: Gloria Gresham; Maquiagem: John M. Elliott Jr. e Margaret E. Elliott; Som: Charles L. Campbell e Donald J. Malouf; Efeitos Especiais: Phil Cory, Hans Metz e Paul Mejias.