sexta-feira, maio 23, 2008

Wishcraft - Feitiço Macabro

Wishcraft – Feitiço Macabro (Wishcraft, EUA, 2002 – 97 min.)

Cartaz:
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Cartaz Alternativo: Aqui

Cara meio nerd, Brett Bumpers (Michael Weston), recebe um pacote pelo correio. Dentro, tem uma caixa antiga, contendo um troço estranho; uma carta explica ao rapaz que o conteúdo da caixa é um amuleto que concede três desejos ao seu possuidor, alertando para tomar cuidado com o que deseja. Apaixonado por Sam (Alexandra Holden), a quem dá aulas particulares, Brett deseja ficar com ela. Quando isso acontece, nosso herói fica sem saber como agir. Nesse meio tempo, um mascarado começa a atacar os alunos mais populares da escola, matando-os cruelmente. Sem saber se as mortes têm a ver com seu amuleto, Brett acaba tendo que enfrentar o assassino, que está atrás de sua amada por motivos desconhecidos.
Um exemplar do gênero que até tem boas idéias, a premissa é muito legal e a abertura promete, com boa ambientação e uma música mais moderninha, com um personagem misterioso usando uma máquina de escrever, um toque de anacronismo, mas funciona. Porém, como sói acontecer, não as desenvolve com competência e se mostra um bom jeito de jogar fora uma hora e meia de vida; pelo menos, não dá câncer como o cigarro. Espero que não, pelo menos.
As tentativas de originalidade são ofuscadas pelos clichês, que se amontoam na tela a uma grande velocidade. Filmes que se passam no colegial estadunidense são a nova “Comedia Dell’Arte”, com todos os arquétipos presentes: a líder de torcida linda, gostosa e de bom coração; o atleta popular, obviamente namorado da líder de torcida e que odeia, sem qualquer razão aparente, o nerd bacana; os amigos do atleta popular, a maioria do time dele, um bando de idiotas e seu respectivo séquito de namoradas bonitas, gostosas e burras, sempre amigas da líder de torcida; o nerd bacana e que tem uma queda pela líder de torcida e o amigo inseparável do nerd, uma máquina de despejar piadinhas infames. Todos, ainda por cima, interpretados por atores de vinte e muitos se passando por teens. Algo que não facilita a identificação do espectador, pela sensação de irrealidade que um elenco assim causa, ainda mais quando são maus atores.
De todos, o pior para mim foi o amigo inseparável, Howie; irritante e com piadas que não funcionam, o alívio cômico saiu pela culatra sem dó. Além disso, os ataques do assassino são mal encenados, com zero suspense e uma conclusão que se enxerga a quilômetros de distância. Verdade seja dita, a escolha de armas do vilão chama a atenção pela originalidade, como na cena da bola de boliche, mas a realização canhestra joga por terra a intenção; os efeitos visuais simplesmente não estão à altura e a câmera faz questão de se afastar no último momento, tirando um dos poucos prazeres de quem assiste esse tipo de filme, que é a carnificina.
Para piorar, desperdiça dois ícones pop do elenco em participações mínimas e sem sentido, casos de Meat Loaf (o Robert Paulsen de “Clube da Luta”) como o xerife e de Zelda Rubinstein, a inesquecível Tangina da série “Poltergeist”, no papel da legista irônica e desbocada.
No fim, quando a identidade do assassino é descoberta, que confesso ter sido uma surpresa, mais uma vez o filme joga no lixo a revelação e descamba para uma perseguição básica e com todos os clichês possíveis, como por exemplo o da chave do carro não ligar o veículo e os indefectíveis closes de machados, com a exceção da participação especial de um anão de jardim.
Como se pode ver, o terror não teve vez nenhuma e temos ao invés uma comédia involuntária já que, para deixar a areia ainda mais movediça, o filme se leva a sério, mesmo com as bolas de boliche, pênis de touro e anões de jardim. Uma lástima.

Elenco: Michael Weston (Brett Bumpers), Alexandra Holden (Samantha Warren), A. J. Buckley (Howie), Sara Downing (Desiree), Huntley Ritter (Cody), Alexandra Breckenridge (Kristie), Evan Jones (Eddie), Charlie Talbert (Jimbo), Louis Mustillo (Diretor Dombrowski), Austin Pendleton (Sr. Turner), Meat Loaf (Sparky Shaw), Zelda Rubinstein (Legista).

Direção: Danny Graves e Richard Wenk; Roteiro: Larry Katz; Produção: Larry Katz e Jeanne Van Cott; Co-produção: Dara Weintraub; Produção Executiva: Norm Waitt; Trilha Sonora: J. Peter Robinson; Direção de Fotografia: Suki Medencevic; Montagem: Tim Board; Seleção de Elenco: Fern Cassel; Design de Produção: Michael Wylie; Direção de Arte: Kevin Constant e Katherine Smith; Cenografia: Elizabeth M. Burhop; Figurinos: Julia Caston; Maquiagem: Tammy Ashmore, Tammy Ashcroft e Patrícia Gundlach; Efeitos de Maquiagem: James Conrad, Gloria Conrad e Randy Westgate; Som: David Bartlett, Robby Bartholomew, John Dunn e Stanley Kastner; Efeitos Sonoros: David Bartlett; Efeitos Especiais: Joseph P. Mercurio e Vincent Montefusco; Efeitos Visuais: Bill Coffin e Dan Schmit.

Classificação:
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