segunda-feira, junho 04, 2007

Amityville 2: A Possessão

Amityville 2: A Possessão (Amityville 2 / Amityville 2: The Possession, EUA/MEX, 1982 – 100 min.)

“Na noite de 5 de fevereiro de 1976, George e Kathleen Lutz fugiram de sua casa em Amityville, Nova York. Eles sobreviveram! Seu pesadelo chocou platéias no mundo inteiro em “Terror em Amityville”. Mas, antes deles, uma outra família morou nesta casa e foram assediados pelo Mal. Eles não tiveram tanta sorte... Esta, é a sua história!”

Uma família, os Montelli, formada por: o pai abrutalhado Anthony (Burt Young, da série “Rocky”); a mãe sofrida Dolores (Rutanya Alda); a gracinha Patricia (Diane Franklin); o filho mais velho Sonny (Jack Magner) e as crianças Jan (Erika Katz) e Mark (Brent Katz) se muda para uma casa em Long Island para tentar pacificar os ânimos e melhorar a vida em comum, pois o pai tem uma tendência a usar os punhos e isso causa conflitos com todos, em especial com Sonny.
Por um tempo, tudo parece que vai se resolver a contento, mesmo com algumas explosões ocasionais do papai bonzinho. Embora no porão tenha uma abertura, uma passagem, pouco convencional e que a mãe imediatamente sente não ser nada boa; e está certa, pois é uma porta de entrada para o inferno. Temerosa do que aquilo possa representar para a frágil harmonia familiar, busca o auxílio do padre Adamsky (James Olson, ótimo).
A interferência do padre causa uma agitação dos espíritos da casa (construída sobre um antigo cemitério indígena), que possuem o corpo de Sonny. O rapaz então começa a praticar atos de confronto a Deus (como dar uma trepadinha amiga com a irmã bonita e gostosa) e semear cada vez mais fúria dentro da casa, até que um dia pega uma arma e mata todo mundo. Convencido de que o rapaz sofre de possessão demoníaca, o padre Adamsky faz tudo que pode para salvar a alma de Sonny, num exorcismo terrível e de conseqüências imprevisíveis.
Na verdade, não é uma seqüência, mas sim uma prequel (pré-continuação) do primeiro filme, onde foi feita uma dramatização dos assassinatos cometidos por Ronnie De Feo e considerados como causa da perturbação espiritual e maléfica da casa.
O diretor Damiani (em sua primeira e única produção falada em língua inglesa) fez um grande trabalho, com tomadas inventivas, efeitos especiais bem razoáveis (a maquiagem da possessão é impressionante), indo fundo nas perversões do roteiro e criando muito clima e suspense, valorizadas pela trilha sonora muito bem feita, mais uma vez, por Lalo Schifrin.
O elenco está empenhado e bom na média geral, com destaques absolutos para dois atores. O primeiro é James Olson, como o padre, que passa totalmente a emoção necessária e credibilidade para o espectador se envolver com seus esforços para convencer a polícia, e a direção da Igreja, da seriedade dos eventos ocorridos em Amityville e da influência demoníaca do caso. O outro é Jack Magner, que estranhamente sumiu do mapa e nunca mais filmou. Uma pena, pois seu retrato do atormentado Sonny é muito bom e potencializa o efeito no público da possessão sofrida pelo personagem; suas cenas dos ataques e manifestações da força maligna são ótimas (com muitos sorrisos dementes) e ele leva bem a terrível dramatização da morte da família toda, que deve ter sido uma dureza, emocionalmente, já que o personagem não demonstra qualquer traço de hesitação em meter bala na família, sem poupar nem mesmo as crianças pequenas, com uma crueldade daquelas.
E aí chegamos ao que realmente choca. Nos dois primeiros atos, a destruição e o caos campeiam, além de ter algumas das ações mais repugnantes que já vi. A cena onde Sonny, já possuído pelo espírito maléfico, seduz sua irmã é de prender na cadeira e se torcer de raiva. A porta no porão é apropriadamente suja e a aparição da entidade que depois persegue e pega Sonny (com uma ótima tomada longa em POV, com ângulos angustiantes e inusitados) dá frio na espinha.
O único problema é o final, com uma ambientação sub-Exorcista bem fraquinha, apesar dos efeitos legais da manifestação do demônio, com bastante sangue e nojeiras. Mas, felizmente, não consegue estragar o todo, que consegue a proeza de ser melhor do que o original, com ritmo mais acelerado, efeitos bacanas e atores melhores, além de nem traço da gritaria generalizada que irritava bastante.
Vale a visita, amigos leitores.

Elenco: James Olson (Padre Adamsky), Jack Magner (Sonny Montelli), Burt Young (Anthony Montelli), Rutanya Alda (Dolores Montelli), Diane Franklin (Patricia Montelli), Moses Gunn (Detetive Turner), Ted Ross (Sr. Booth – advogado), Erika Katz (Jan Montelli), Brent Katz (Mark Montelli), Leonardo Cimino (Monsenhor), Danny Aiello III (Maqueiro 1), Gilbert Stafford (Maqueiro 2), Petra Lea (Sra. Greer), Martin Donegan (Detetive Cortez), John Ring (Chefe de Polícia), Peter Radon (Assistente do Monsenhor), Lawrence Bolen (Celebrante do Funeral), John Clohessy (Policial 1), Hollis Granville (Policial 2), Frank Patton (Policial 3), Kim H. Ornitz (Policial 4), Lindsay Hill (Policial 5), Rudy Jones (Jardineiro), Ken Smith (Médico da Prisão), Tony Devon (Legista).

Direção: Damiano Damiani; Roteiro: Tommy Lee Wallace e Dardano Sacchetti, baseados no livro “Assassinato em Amityville”, de Hans Holzer; Produção: Dino de Laurentiis, Stephen R. Greenwald e Ira N. Smith; Produtor Associado: José Lopez Rodero; Produção Executiva: Bernard Williams; Trilha Sonora: Lalo Schifrin; Direção de Fotografia: Franco Di Giacomo; Montagem: Sam O’Steen; Design de Produção: Píer Luigi Basile; Direção de Arte: Ray Recht; Cenografia: George DeTitta Jr.; Figurinos: William Kellard; Maquiagem: Joe Cuervo e Werner Sherer; Efeitos de Maquiagem: John Caglione Jr. e Stephan Dupuis; Som: Stan Bochner e Dick Vorisek; Efeitos Especiais: Glen Robinson.

Classificação: !!!

2 comentários:

Anônimo disse...

[b]♥ eu amei o filme !TeRoR em Amityville! é muitO legal e assustador com efeitos maravilhosos♥
bjokssss vlw

Anônimo disse...

Amityville II é um dos melhores filmes de terror que eu já assisti. Ele ocupa o terceiro lugar na minha lista de filmes de terror.