segunda-feira, junho 04, 2007

2001 Maníacos

2001 Maníacos (2001 Maniacs!, EUA, 2005 – 87 min.)

“Você é o que ELES comem!”

Os três amigos Lee (Jay Gillespie), Nelson (Dylan Edrington) e Cory (Matthew Carey) estão loucos para sair de viagem para o spring break (mais para baixo eu explico o que é isso), principalmente depois da espinafrada épica que levaram do professor Ackerman (participação especial de Peter Stormare), o que os deixou com uma bela tarefa para quando o período longe da universidade terminar.
Por isso, o trio quer que suas pequenas férias sejam o mais legal possível, com muita mulher, muita cerveja e muita curtição, já que a universidade para eles pode não ter nenhum futuro. No caminho, parando em um posto de gasolina na Carolina do Norte, os rapazes vêem um outro carro, com duas gatas estonteantes, Kat (Gina Marie Heekin) e Joey (Marla Leigh Malcom), acompanhadas do motorista mal-encarado Ricky (Brian Gross); Lee imediatamente se interessa por Joey, que avisa a ele: se chegar em Daytona Beach (o destino deles), para procurar por ela.
Depois de se perderem, o trio pega um desvio e acaba indo parar na cidadezinha de Pleasant Valley, onde são recepcionados pelos habitantes e o prefeito Buckman (Robert Englund), que os avisa: são os convidados de honra do festival Guts n’ Glory, comemorativo do aniversário da cidade, com temática da Guerra de Secessão. Logo depois, para surpresa de Lee, Joey e seus amigos se aproximam de carro, seguidos ainda do motoqueiro Malcolm (Mushond Lee) e sua namorada Leah (Bianca Smith).
Assim, tudo parece que vai se encaixar bem, pois muitas mulheres lindas moram na cidade, para alegria de Nelson e Cory; Joey está realmente afim de alguma coisa com Lee; Kat se anima com os habitantes da ala masculina, assim como Ricky (sim, ele é gay) e Malcolm e Leah, bem, eles já têm o que fazer.
Só que alguma coisa está errada. Os habitantes são muito hospitaleiros, agradáveis e coisa e tal; mas, um por um, os forasteiros desaparecem. Até que Lee descobre o que realmente está acontecendo e, junto com Joey e seus amigos, terão que rezar para conseguirem sobreviver ao terrível festival, pois Pleasant Valley e todos seus habitantes têm um pequeno segredinho...
Boa diversão sangrenta, uma recriação de um “clássico” do terror de 1964, chamado “2000 Maniacs” que foi dirigido e criado por Herschell Gordon Lewis, o pioneiro dos filmes de terror mais hardcore e que apostam na violência mais gráfica e chocante, inusitada na época e que fez escola, inclusive na Europa. Com o envolvimento de Eli Roth, responsável por “Cabana do Inferno” e “O Albergue” (ambos já comentados aqui no blog, procurem nos arquivos), a quantidade de sangue, tripas e podreiras afins é elevada à máxima potência, com resultados tão exagerados que dão mais motivos para riso do que para medo; e a intenção dos realizadores foi exatamente esta, com uma comédia sangrenta na melhor tradição de “Uma Noite Alucinante” (também já comentado aqui no blog, mais uma vez olhem nos arquivos), por acaso também produzido por Scott Spiegel, que tem muitos bons momentos e outros nem tanto, mas com um resultado geral bem aceitável.
Com um orçamento baixo e enxuto, temos muita coisa legal para nos divertirmos, mas é muito melhor irmos por partes, como diria nosso amigo inglês.
Começando pelo elenco, o destaque total vai para o velho conhecido do fã de terror Robert Englund, intérprete do ícone Freddy Krueger e que está simplesmente se divertindo como nunca no papel do prefeito Buckman, o líder da comunidade; exagerando no sotaque sulista e nas micagens, o veterano dá um show e torna toda a experiência mais bacana. Gostei também de Giuseppe Andrews (que se não se cuidar acaba virando o novo Bruce Campbell do terror. E tomara que não se preocupe com isso mesmo!) e dos dois menestréis da cidade, hilariantes. O restante segue o padrão dos jovens atores, muita aparência e pouco conteúdo.
Falando nisso, os apreciadores de beleza feminina terão um bom deleite para os olhos, pois praticamente todas as atrizes são bonitas e gostosas e o roteiro não tem pudor nenhum em explorar seus belos corpos, com muitos seios de fora e fetiches (roupas de empregada, mulheres juntas se beijando, shortinhos e couro), mostrados com muito bom humor.
Em outro departamento, os assassinatos são bem diferentes e muito bem montados pela equipe de efeitos especiais e de maquiagem, tendo para todos os gostos: desmembramentos, cabeças decepadas, lanças (!), sinos caindo na cabeça (!!) e ácido sulfúrico (!!!); uma festa gore e com sangue falso aos borbotões. O que nos leva ao roteiro, muito sarcástico e sem a menor preocupação em ser politicamente correto, algo que eu, particularmente, aprecio sempre. Tem piadas grosseiras (e outras nem tanto) com caipiras, homossexuais, comida, idosos, minorias étnicas e muito mais. Coisa boa, senhoras e senhores, sobra para todo mundo!
Em resumo, nada para entrar nas listas acadêmicas. Mas é divertido e cumpre sua proposta, que é a de simplesmente fazer passar o tempo.
Como curiosidade, o spring break é uma pausa de duas semanas nas aulas dos EUA (antes de começar o último trimestre e as provas finais), onde tradicionalmente os universitários e colegiais soltam a franga e se acabam na birita e no sexo, que já serviu de mote para muitas produções, de todos os gêneros.

Elenco: Robert Englund (Prefeito Buckman), Lin Shaye (Granny Boone), Giuseppe Andrews (Harper Alexander), Jay Gillespie (Anderson Lee), Marla Leigh Malcom (Joey), Dylan Edrington (Nelson Elliott), Matthew Carey (Cory Jones), Gina Marie Heekin (Kat), Brian Gross (Ricky), Mushond Lee (Malcolm), Bianca Smith (Leah), Peter Stormare (Professor Ackerman), Brendan McCarthy (Rufus Buckman), Adam Robitel (Lester Buckman), Christa Campbell (Donzela do Leite), Wendy Kremer (Peaches), Kodi Kitchen (Hester), Cristin Michele (Glendora), Ryan Fleming (Hucklebilly), Johnny Legend (Menestrel Errante #1), Scott Spiegel (Menestrel Errante #2), Eli Roth (Justin, vulgo Grim), Craig Stark (Xerife Friedman), Travis Tritt (Frentista), William “Billy” Burnside (Banjo Boy), Bill McKinney (O Chef), Isaac C. Singleton Jr. (O Açougueiro), Jezebel, Topper (Dr. Mambo), Kane Hodder (Jason), Tim Sullivan (Harry, Agente Funerário), Hugh Casey (Reverendo Jonas),

Diretor: Tim Sullivan; Roteiro: Tim Sullivan e Chris Kobin; Produção: Brett W. Nemeroff, Eli Roth, Scott Spiegel, Christopher Tuffin e Boaz Yakin; Co-produção: Eric Miller e C. Scott Votaw; Produtores Associados: Lisette Bross e David Fleming; Produção Executiva: Jonathan Bross; Co-produção Executiva: David F. Friedman; Trilha Sonora: Nathan Barr; Direção de Fotografia: Steve Adcock; Montagem: Michael Ross; Seleção de Elenco: Aaron Griffth; Cenografia: Lori Mazuer; Figurinos: Wendy Moynihan; Maquiagem: Wendy Boscon e Heather Mages; Efeitos de Maquiagem: Grady Holder, David A. Brooke e Ron Karkoska; Som: Trevor Jolly, Craig Clark e Craig Schafer; Efeitos Sonoros: Mark Allen e Danny Kim; Efeitos Especiais: Roy Knyrim e Robert Vazquez; Efeitos Visuais: Robert Kurtzman.

Classificação:
!!!

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