segunda-feira, janeiro 22, 2007

Vampiros do Deserto

Vampiros do Deserto (The Forsaken, EUA, 2001 – 90 min.)

“A noite está sedenta de sangue!”

Sean (Kerr Smith, de “Premonição” e da série de TV “Dawson’s Creek”) trabalha como montador em uma produtora de filmes e está começando a achar que sua vida está estagnando. Quando surge uma oportunidade, ele faz uma opção; prefere levar uma Mercedes conversível para Nova York a ficar marcando o passo, atravessando o país de carro e aproveitando para ir ao casamento de sua irmã.
No caminho, ele encontra Nick (Brendan Fehr), que lhe pede uma carona; mesmo desconfiado, Sean o pega e os dois seguem viagem. Em uma das paradas, os dois encontram uma moça loira perambulando pela estrada, parecendo doente (Izabella Miko, de “Show Bar”) acompanhada de um pessoal muito estranho, liderados por Kit (Johnathon Schaech, de “The Wonders – O Sonho Não Acabou”).
Se preparando para dormir e continuar a viagem no dia seguinte, Sean vê Nick entrando de supetão no quarto, com a moça a tiracolo e passando muito mal. Assustado, Sean ajuda o amigo a colocá-la na banheira e acaba se ferindo. Sem entender nada, ele também começa a passar mal.
Nick então explica a situação. O trio está contaminado por um vírus que os transformará em vampiros em pouco tempo, se não for controlado por umas drogas e que a única chance de reverter essa doença é destruindo o transmissor, que ele pensa ser Kit, um vampiro centenário.
Filme furadíssimo, que mesmo tendo uma abordagem diferente do mito do vampiro, visto aqui como um vírus, não consegue levar com dignidade uma trama minimamente interessante.
O elenco, recheado de carinhas bonitas, não traz muito para a trama. Boa parte da inépcia vem do roteiro tosco e da direção canhestra do picareta J.S.Cardone, especialista em filmes lixentos e baratos que não se esforçou muito para dar um ritmo mais forte, o que a história pedia. A opção de misturar o conceito do road movie de muitas estradas vazias e desertos, com um terror mais sangrento, rendeu filmes memoráveis (“Wolf Creek”, “Viagem Maldita”, “A Casa dos 1000 Cadáveres”, “O Massacre da Serra Elétrica”, só para ficar em alguns). Só que, para funcionar a contento, o desenvolvimento da trama tem que ser mais acelerado, para compensar as paisagens inóspitas e a falta de ambientes mais fechados para manter o suspense.
Perde-se muito tempo com falação sem sentido e perseguições ridículas, desperdiçando a beleza de Miko (que praticamente não tem nenhuma fala até o final do filme), a simpatia de Smith e a presença cênica de Schaech, repetindo o seu tipo bonitão e perigoso. Mas nada ganha, como ponto baixo, da histeria e falta de talento da atriz (?) Phina Oruche, que só faz irritar o espectador com sua performance afetada e pentelha. Nem gostosa ela é, para compensar...
Para não falarem que só joguei pedra, fica óbvio que os produtores picotaram as partes mais sangrentas na sala de edição (e fazendo com que muitas cenas pareçam meio “puladas”, sem muita concatenação entre uma passagem e outra) para atingir um público adolescente maior, o que uma classificação mais restrita poderia ter afastado. Schaech deu entrevistas onde deixou claro que havia muito mais sexo, sangue e violência no primeiro corte do diretor Cardone. Talvez se lançarem uma versão do diretor dê para curtir mais esta bomba (duvido, pela falta de talento do cara, mas a esperança é a última que morre), pois os efeitos de maquiagem e especiais são de bom nível, o visual é bacaninha (com bastante escuridão e empoeirado) e poderiam deixar o espectador menos de saco cheio.
Fuja e somente assista se for um fã empedernido de sangueiras e podreiras, como eu. Hehehe...

Elenco: Kerr Smith (Sean), Brendan Fehr (Nick), Izabella Miko (Megan), Johnathon Schaech (Kit), Phina Oruche (Cym), Simon Rex (Pen), Carrie Snodgress (Ina Hamm), Alexis Thorpe (Sam), F.J. Flynn (Hoot), Beth Ann Styne (Mecânica), Bert Emmett (Balconista), A.J.Buckley (Mike), James Marsh (Mitch), Sara Downing (Julie), Marc Vann (Decker), Ed Anders (Patrulheiro).

Diretor: J.S. Cardone; Roteiro: J.S. Cardone; Produção: Scott Einbinder e Carol Kottenbrook; Produção Executiva: Connie Dolph; Trilha Sonora: Tim Jones e Johnny Lee Schell; Direção de Fotografia: Seteven Bernstein; Montagem: Norman Buckley; Seleção de Elenco: Ferne Cassel; Design de Produção: Martina Buckley; Direção de Arte: Trevor Murray; Figurinos: Ernesto Martinez; Maquiagem: Leah Rial; Efeitos de Maquiagem: Tuck John Porter, Dan Gates, Michael Burnett e Brian Sveum; Som: jon Taylor e Steven Ticknor; Efeitos Sonoros: Mark Larry e William Jacobs; Efeitos Especiais: Larry Fioritto; Efeitos Visuais: Richard Malzahn.

Classificação:
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