segunda-feira, agosto 14, 2006

A Bolha Assassina

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A Bolha Assassina (The Blob, EUA, 1988)

“Grite agora, enquanto ainda há espaço para respirar.”

Uma recriação (diferente de refilmagem, a recriação é pegar a idéia básica e criar algo diferente) do filme de 1958, é uma boa produção de terror que entrega uma experiência nostálgica e mais violenta dos “monster movies” da década de 50 e começo da de 60.
Na trama, o rebeldezinho da cidade, Brian Flagg (Kevin Dillon), vê um meteoro caindo nas montanhas e vai até o local da queda. Chegando lá, testemunha um velho chegando perto da pedra e esta se abre, revelando uma substância gelatinosa e com um brilho estranho. O velho toca a substância e a bolha se liberta, ficando presa na mão dele.
Assustado, Brian corre para a cidade, tentando encontrar ajuda. Nesse meio tempo, a bolha começa a atacar os jovens da rua dos namorados (sempre tem uma, uma espécie de mirante de onde se vêem as luzes, numa cena clássica que tem em todos os filmes de monstro e de psicopata. Deve ter uma lei obrigando... ;) ) e inicia a descida para o vale. Nesse meio tempo, já no hospital depois de pegar uma carona com o casal Meg (Shawnee Smith) e Paul (Donovan Leitch), Flagg vai embora, incomodado com a atitude desafiadora de Paul e o tratamento amistoso de Meg. Mas a bolha ataca novamente, cada vez mais forte e agressiva.
Meg reencontra Flagg ao fugir do hospital e ambos são surpreendidos com a presença de um grupo de soldados e de cientistas em roupas estranhas, liderados pelo Dr. Meddows (Joe Sêneca), que afirmam estarem lá apenas para ajudar. Quando vêem a equipe do governo decretando um toque de recolher e prendendo todos na igreja da cidade, os garotos desconfiam que as intenções não são das melhores e ainda por cima a bolha está crescendo cada vez mais. Até que chega a hora do confronto final...
Junto com “O Ataque dos Vermes Malditos”, este filme deixa uma bonita homenagem com uma pitadona de sangue e nojeiras; os efeitos da criatura são muito bons (com quase nenhuma utilização de computadores) e os ataques não poupam criancinhas e namoradinhos, além de serem bem encenados no tocante ao suspense, pois o espectador sabe que o monstro está bem ali e ele é rápido para caramba, mas os personagens não. Os demais aspectos técnicos estão na média do período, com boas direção de arte, fotografia e música.
O roteiro, do próprio diretor em parceria com o bom Frank Darabont (“Um Sonho de Liberdade”, “À Espera de um Milagre”), apesar de seguir o esquema antiquado dos filmes homenageados, dá uma atualizada bem-vinda ao desenrolar da trama, como, por exemplo, na cena da farmácia.
Livremente inspirado no conto de H.P. Lovecraft “A Cor que Caiu do Céu”, vale a pena assistir. E não deixe de ver o final-surpresa.

Elenco: Kevin Dillon (Brian Flagg), Shawnee Smith (Meg Penny), Donovan Leitch (Paul Taylor), Jeffrey DeMunn (Xerife Herb Geller), Candy Clark (Fran Hewitt), Joe Sêneca (Dr. Meddows), Del Close (Reverendo Meeker), Paul McCrane (Policial Bill Briggs), Sharon Spellman (Sra. Penny), Art LaFleur (Sr. Penny), Beau Billingslea (Moss Woodley), Michael Kenworthy (Kevin Penny), Douglas Emerson (Eddie Beckner), Erika Eleniak (Vicki de Soto).

Diretor: Chuck Russell; Roteiro: Chuck Russell e Frank Darabont, baseados no roteiro de Theodore Simonson e Kay Linaker; História: Irving H. Millgate; Produção: Jack H. Harris, Rupert Harvey e Elliott Kastner; Produção Executiva: André Blay; Trilha Sonora: Michael Hoenig; Diretor de Fotografia: Mark Irwin; Edição: Tod Feuerman e Terry Stokes; Elenco: Johanna Ray; Design de Produção:Craig Stearns; Direção de Arte: Jeff Ginn; Figurino: Joseph A. Porro; Maquiagem: Kathryn Fenton, Cynthia J. Gardner e Tony Gardner; Efeitos Sonoros: Matthew Iadarola; Som: Bruce Fortune, Richard E. Yawn e Frank A. Fuller Jr.; Efeitos Especiais: Philip Bartko, Adam Hill e A. J. Workman; Efeitos Visuais: Hoyt Yeatman.

Classificação: !!!

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