segunda-feira, julho 31, 2006

Zombiethon - A Hora dos Zumbis

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Zombiethon – A Hora dos Zumbis (Zombiethon, EUA, 1986)

“Formas cambaleantes! Demônios rastejantes! Inimigos descarnados! O mais vívido Festival dos Mortos está para começar!”

Uma coletânea de trechos de filmes e trailers onde os zumbis têm destaque. O título original brinca com o termo “marathon – maratona” aludindo ao fato de mostrar vários filmes de uma vez. Os trechos são ligados por segmentos originais onde moças bonitas são perseguidas por mortos-vivos (quase sempre com máscaras de borracha) e se refugiam em um cinema antigo freqüentado pelos retratados. Esse tipo de compilação teve relativo sucesso na década de 80 e foi responsável por salvar muita coisa do completo ostracismo. O título em português demonstra a influência do sucesso nacional de “A Hora do Pesadelo”, como já apontei diversas vezes aqui no blog.
No primeiro, trechos de “Zumbi”, do diretor italiano Lucio Fulci, são mostrados; neles, vemos algumas cenas de ataques de zumbis, inclusive um que acontece debaixo d’água (!), onde a vítima escapa graças a um tubarão, que luta com o zumbi (!!!). Alguma nudez e sangueira de monte, com olhos perfurados, gargantas rasgadas e cabeças estouradas a tiros. O diretor foi um dos mais importantes realizadores de terror na Europa, com filmes extremamente violentos, que foram banidos do Brasil durante a ditadura militar.
No próximo segmento, trechos de “Lago dos Zumbis”. Numa cidade francesa, alguns soldados alemães são mortos pela Resistência e jogados num lago; depois de muitos anos, retornam como zumbis e atacam os freqüentadores. Mulher pelada de monte e zumbis de cara pintada de azul completa o mote. Foi dirigido por Jean Rollin e escrito pelo espanhol Jesus Franco, dois mestres do gênero na Europa, mas é bem ruinzinho.
No terceiro, somos apresentados a “Oásis dos Zumbis”. Um grupo de pessoas atrás de um tesouro nazista no deserto é atacado por zumbis que protegem a fortuna. Maquiagem ridícula e mulherada pelada sendo atacada. Dirigido por Jesus Franco.
Depois, mais um filme de Fulci, “Medo”, onde um zumbi aparece numa seqüência de pesadelo. A história é mais um thriller de assassinato do que outra coisa, mas vale pelo estilo bacana de filmagem e o clima delirante.
O quinto trecho é de “Morte Invisível” onde um homem-macaco invisível enlouquece e escapa do seu criador para matar as pessoas; como é comum, mulher pelada e cenas sangrentas e ocasionalmente cômicas. Dirigido por Pierre Chevalier.
O próximo é “Uma Virgem entre os Mortos-Vivos”, no qual uma moça, Christine, vai a um castelo para a leitura do testamento dos pais e verifica que os parentes são zumbis, entrando em delírios de rituais satânicos eróticos e sua própria morte por sacrifício. Em mais um filme de Jesus Franco.
O sétimo é “Zumbis do Espaço”, onde um cientista doidão desenvolve criaturas com partes de corpos que saem numa fúria sanguinária, tendo ainda uma gangster gostosona que quer roubar as criaturas para sua gangue. Uma piração completa, mas parece bem divertido. As habituais mulheres peladas num filme dirigido por Ted Mickels, concorrente do pior diretor do mundo, Ed Wood.
Bem difícil de encontrar, é uma raridade onde, pelo menos, se podem ver pérolas do terror europeu e dá um caldo para os fãs. Mas não é para qualquer um.

Elenco: Karrene Janyl Caudle (Imã de zumbi), Tracy Burton (Imã de zumbi), Paula Singleton (Imã de zumbi), Janelle Lewis (Imã de zumbi), Janessa Lester (Imã de zumbi), Randolph Roehbling (Zumbi), Chuck Spero (Zumbi), Mike Groves (Zumbi), Gary Thorpe (Zumbi), David Lady (Zumbi), Laura Lady (Zumbi), Dante Renta (Zumbi), Frank Olechniki (Zumbi).

Diretor: Ken Dixon; Roteiro: Ken Dixon (segmentos de ligação); Produção: Ken Dixon; Produção Executiva: Charles Band; Maquiagem: David Lady e Joe Reader.

Classificação: !!!

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