quinta-feira, junho 29, 2006

Roubando Vidas

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Roubando Vidas (Taking Lives, EUA, 2004)

“Ele mataria para ser você”

No Canadá, a polícia está perdida com um caso tenebroso, que pode envolver a presença de um Serial Killer. Para conseguir pegar o assassino, o capitão Leclair (Tchéky Káryo) convoca a agente especial do FBI Illeana Scott (Angelina Jolie), uma nada ortodoxa especialista em traçar perfis de assassinos seriais para trabalhar junto com seus detetives Duval (Jean-Hughes Anglade) e Parquette (Olivier Martinez).
Pouco tempo depois da nada bem-vinda chegada de Scott, por parte de Parquette, um homem testemunha um assassinato e se torna uma testemunha crucial para o caso. Ele é James Costa (Ethan Hawke) – que diabo de nome é esse?!?! - , um negociante de arte e pintor que faz inclusive um retrato falado do bandido. As investigações mostram que o assassino mata suas vítimas, desfigura seus rostos e corta suas mãos para assumir as identidades delas. Sabendo disso, os policiais pedem para que Costa sirva como isca ; enquanto isso, uma certa tensão romântica aflora entre Scott e Costa. Mas será que este inteligente e sensível marchand é o que parece ser?
Filme bem abaixo da média, se esforçando muito no visual para imitar “Se7en” e nem chega aos pés do exemplo. Um roteiro simplista e forçado, onde as reviravoltas são percebidas a quilômetros pelo espectador e dirigido com muita preguiça por Caruso, que já tinha mostrado talento no estranho (mas bacana) “A Sombra de Um Homem”. Essa preguiça se mostra principalmente na péssima atuação em geral do elenco, que mesmo sendo bastante razoável não rende nem um sexto de sua capacidade, em especial: Jolie, se limitando a fazer cara de gostosa e mostrar os olhões verdes, totalmente inconvincente; Olivier Martinez entrando forte na competição de mais canastrão de todos os tempos e o bom ator francês Anglade, totalmente deslocado. O filme ainda desperdiça o ótimo Kiefer Sutherland num papel sem nexo e rapidinho e dá um destaque muito grande ao ator-porcaria Ethan Hawke, cuja carreira de mais baixos do que altos comprova sua falta de talento.
A edição burocrática, efeitos pobres e fotografia sem rumo completam a receita para o desastre.
Se eu fosse um dos atores envolvidos, tiraria do meu currículo para não passar carão. Fuja se puder, a menos que você seja um fã ardoroso de Angelina Jolie e ache que qualquer filme com ela vale a pena.

Elenco: Angelina Jolie (Illeana Scott), Ethan Hawke (James Costa), Tchéky Káryo (Capitão Leclair), Jean-Hughe Anglade (Detetive Duval), Olivier Martinez (Detetive Parquette), Kiefer Sutherland (Andy Hart), Gena Rowlands (Sra. Asher), Paul Dano (Martin Asher), Justin Chatwin (Matt Soulsby), Marie-Josée Croze (Legista), Martin Brisebois (Henri Bisonette).

Diretor: D.J. Caruso; Roteiro: Jon Bokenkamp, baseado no livro de Michael Pye; Produção: Mark Canton e Bernie Goldmann; Produtor Associado: Josette Perrotta; Co-produção: Alan C. Blomquist e Anna DeRoy; Produção Executiva: Bruce Berman, Dana Goldberg e David Heyman; Trilha Sonora: Phillip Glass e Walter Wersowa; Diretor de Fotografia: Amir M. Mokri; Edição: Anne V. Coates; Seleção de Elenco: Deborah Aquilla e Mary Tricia Wood; Design de Produção: Tom Southwell; Direção de Arte: Serge Bureau; Cenários: Suzanne Cloutier, Anne Galéa e Amanda Moss Serino; Figurinos: Marie-Sylvie Deveau; Maquiagem: Donald Mowat e Jennifer Bower O'Halloran; Próteses: Bruno Gatien, Martin Jutras, Jonathan Lavallée e Adrien Morot; Som: Robert Grieve, John T. Reitz e Gregg Rudloff; Efeitos Especiais: Louis Craig, Gary D'Amico e André Laforest; Efeitos Visuais: Brett Culp, David Sosalla e James D. Tittle.
Classificação: !

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