sábado, abril 15, 2006

O Mistério de Candyman

O Mistério de Candyman (Candyman, EUA, 1992)

“Ouse dizer seu nome cinco vezes...”
“Você não tem que acreditar, apenas tenha cuidado”

Uma professora de folclore da universidade, Helen Lyle (Virginia Madsen, em ótima atuação), pretende escrever uma tese de mestrado sobre lendas urbanas, com a ajuda da colega Bernie (Kasi Lemmons). Quando estavam conversando sobre qual lenda seria interessante de abordar na tese, escutam, sem querer, duas faxineiras conversando sobre um Candyman (Tony Todd), que seria convocado ao dizer seu nome em frente ao espelho cinco vezes e retalha o conjurador com um gancho que lhe serve de mão direita.
Ao serem abordadas, as faxineiras dizem que o monstro ataca no projeto habitacional onde vivem, Cabrini Green (onde as pessoas que ali moram são muito pobres e a violência de gangues e drogas é alta), local onde, supostamente, um ex-escravo liberto que se envolveu com a esposa de um nobre da região ao pintar seu retrato foi supliciado da seguinte forma: sua mão direita foi cortada, seu corpo besuntado de mel e um enxame de abelhas solto em cima dele, para que fosse picado até a morte.
Descrente da existência de Candyman e certa que não passa de um bicho-papão para assustar as crianças, Helen convoca de brincadeira em frente ao espelho. Mas acontece que é tudo real e Candyman começa a assassinar todos os amigos dela, incluindo seu ex-marido canalha, Trevor (Xander Berkeley), que a abandonou por uma aluna, deixando a situação muito difícil, pois a polícia acredita que Helen é a responsável pelas mortes. Sem alternativa, ela vai até Cabrini Green, onde existe uma espécie de culto ao monstro para confrontar seu algoz e recuperar sua sanidade.
Ótimo filme de terror e suspense, que dá um sopro de renovação ao subgênero do bicho-papão, do qual são representantes, por exemplo, Freddy Krueger e Chucky. O diretor optou por não estilizar demais o visual e ângulos de câmera do filme, utilizando uma abordagem semi-documental, muita câmera na mão, iluminação e composição de cenas mais rudes, o que aumenta tremendamente o efeito de alucinação e a presença aterrorizante de Candyman, em performance inspirada de Tony Todd, que é cultuado pelos moradores de Cabrini como um justiceiro ou santo, por causa de sua história e morte injustas, já que a maioria dos habitantes do projeto são negros ou afro-descendentes.
Outra boa decisão foi a escolha de Madsen como protagonista, com uma carinha de anjo em contraponto ao semblante sofrido de Candyman e com densidade dramática suficiente para envolver o espectador no drama vivido pela professora, vítima de seu próprio ceticismo. O que Barker, autor da historia original pretendia era dizer a todos: não caçoem daquilo que não podemos compreender. E o filme conseguiu esse intento.
Destaco ainda a boa trilha sonora do chato Phillip Glass, que pelo menos por uma vez não sucumbiu à sua mania irritante de querer ser “de vanguarda” demais e os cenários e efeitos especiais, muito bons.
Gerou duas seqüências, onde, infelizmente a força do personagem foi diluída por explicações demais sobre sua origem e opção por tornar Candyman mais um maníaco assassino entre tantos do cinema de horror; uma pena, realmente.

Elenco: Virginia Madsen (Helen Lyle), Tony Todd (Candyman / Daniel Robitaille), Xander Berkeley (Trevor Lyle), Kasi Lemmons (Bernadette “Bernie” Walsh), Vanessa Williams (Anne-Marie McCoy), DeJuan Guy (Jake), Carolyn Lowery (Stacey), Barbara Alston (Henrietta Moseley), Sarina C. Grant (Kitty Culver), Michael Culkin (Prof. Phillip Purcell), Stanley DeSantis (Dr. Burke), Marianna Elliott (Clara), Ted Raimi (Billy), Ria Pavia (Mônica), Mark Daniels (Aluno), Lisa Ann Pogi (Diane), Adam Phillipson (Danny), Eric Edwards (Harold), Latesha Martin (Bebê Anthony), Bernard Rose (Archie Walsh), Glenda Starr Kelly (Mãe Chorosa), Kenneth A. Brown (Garoto Castrado), Caesar Brown (Valentão), Terrence Riggins (Líder de gangue), Gilbert Lewis (Detetive Frank Valento), Rusty Schwimmer (Policial feminina), Baxter Harris (Detetive), John Rensenhouse (Advogado), Mika Quintard (Repórter de TV), Doug McHugh (Primeiro atendente), Carol Harris (Segundo atendente), Diane Peterson (Enfermeira) e Michael Wilhelm (Padre).

Diretor: Bernard Rose; Roteiro: Bernard Rose, baseado na história “The Forbidden”, de Clive Barker; Produção: Steve Golin, Gregory Goodman, Alan Poul e Sigurjon Sightvasson; Produção Executiva: Clive Barker; Trilha Sonora: Phillip Glass; Canção Original: Jon Anderson e Vangelis, “State of Independence”; Direção de Fotografia: Anthony B. Richmond; Edição: Dan Rae; Elenco: Jane Alderman e Jason LaPadura; Design de Produção: Jane Ann Stewart; Direção de Arte: David Lazan e Mick Strawn; Cenários: Kathryn Peters; Figurinos: Leonard Pollack; Maquiagem: Michelle Bühler e Erma Kent; Efeitos de Maquiagem: Mark Coulier, Bob Keen, Dave Keen e Gary J. Tunicliffe; Ilustrações: John Coven e Sean Hargreaves; Som: Michael Barry, Nigel Holland, Leonard Marcel, Charles Ewing Smith e Ken S. Polk; Efeitos Especiais: Martin Bresin, Dale Ettema, Steven Carlton Ficke, Don Hasting, Jeffrey Knott, Brian Latt e Scott Sand; Efeitos Visuais: Joshua Culp, W. Dale Russell e William Cruse.

Um comentário:

Askinstoo disse...

Very nice! I found a place where you can
make some nice extra cash secret shopping. Just go to the site below
and put in your zip to see what's available in your area.
I made over $900 last month having fun!
make extra money