quarta-feira, março 22, 2006

O Ataque dos Vermes Malditos

O Ataque dos Vermes Malditos (Tremors, EUA, 1990)
Uma homenagem aos filmes de monstros das décadas de 50 e 60, “O Ataque...” é um ótimo passatempo.
Dois amigos, Val (Kevin Bacon) e Earl (Fred Ward) moram e vivem de bicos na cidade de Perfeição, perdida no meio do nada no centro-oeste americano. Conhecidos de todos os moradores, os companheiros têm uma tarefa para cada dia da semana. Um dia, depois da tarefa, eles decidem sair da vidinha modorrenta e tentar a sorte na cidade de Bixby, a maior da região. No caminho, avistam um conhecido, Edgar (Sunshine Parker) aboletado no alto de uma torre de alta tensão com uma espingarda na mão; estranhando a imobilidade do amigo, Val e Earl tiram a sorte (numa divertida característica que irá se apresentar em vários momentos do filme e quebra bem a tensão) e Val, P da vida, sobe na torre, imaginando o amigo Edgar bêbado. Para surpresa dos dois, Edgar está morto e trazem o corpo para a cidade, onde o médico, Jim (Conrad Bachmann) atesta que o velho morreu de sede. Sem entender a razão pela qual alguém ficaria no alto de um local até morrer de desidratação e ainda mais armado, os dois continuam sua jornada até Bixby.
Só que jamais chegariam até lá, pois novos cadáveres continuam a aparecer e resolvem então procurar Walter Chang (Victor Wong, veterano) o dono do entreposto local. Depois de algumas peripécias, descobrem que as pessoas da região estão sendo devoradas e perseguidas por gigantescos vermes pré-históricos, que transitam debaixo do solo. Agora, todos os habitantes de Perfeição terão que lutar por suas vidas, incluindo o exército de um homem só Burt (Michael Gross), uma figura que mora com a mulher em um verdadeiro bunker.
Recheado de situações interessantes, vividas com garra pelo elenco homogêneo e com auxilio de um bom roteiro, o filme é diversão garantida. Um único senão é a atuação burocrática de alguns atores (inclusive Kevin Bacon, apesar de alguns lampejos e a fraquinha Finn Carter como o interesse romântico do protagonista, uma estudante universitária), o que é compensada pelos atores Michael Gross (da série de TV “Caras e Caretas”) e Fred Ward simplesmente impagáveis e esbanjando carisma.
Gerou três seqüências, com a natural queda de qualidade, onde o único personagem que permaneceu constante foi Burt, provando a competência de Gross e uma série de TV que acabou fazendo água e afundando.
Experimentem, sem se deixar levar pelo horrível título em português.

Elenco: Kevin Bacon (Valentine McKee), Fred Ward (Earl Bassett), Finn Carter (Rhonda LeBeck), Michael Gross (Burt Gummer), Reba McEntyre (Heather Gummer), Robert Jayne (Melvin Plug), Charlotte Stewart (Nancy Sterngood), Ariana Richards (Mindy Sterngood), Tony Genaro (Miguel), Richard Marcus (Nestor), Victor Wong (Walter Chang), Sunshine Parker (Edgar), Michael Dan Wagner (Velho Fred), Conrad Bachmann (Dr. Jim), Bibi Besch (Megan), John Goodwin (Howard) e John Pappas (Carmine).

Diretor: Ron Underwood; Roteiro: S.S. Wilson, Brent Maddock e Ron Underwood (história) e S.S Wilson e Brent Maddock (roteiro); Produção: Brent Maddock e S.S. Wilson; Produtor Associado: Ellen Collett e Ginny Nugent; Produção Executiva: Gale Anne Hurd; Trilha Sonora: Ernest Troost; Direção de Fotografia: Alexander Gruszynski; Edição: O. Nicholas Brown; Elenco: Pam Dixon; Design de Produção: Ivo Cristante; Direção de Arte: Don Maskovich; Cenários: Debra Combs; Figurino: Abigail Murray; Maquiagem: Annette E. Fabrizi e Carla M. Fabrizi; Efeitos Sonoros: John Pospisil; Som: Richard L. Anderson e Stephen Hunter Flick; Efeitos das Criaturas: Alec Gillis e Tom Woodruff Jr.; Efeitos Especiais: Martin Bresin; Efeitos Visuais: Lise Romanoff e Robert Skotak.

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