sexta-feira, março 31, 2006

Duro de Prender - Ninguém Pode me Deter!

Duro de Prender (Prison, EUA, 1988)
Bom filme que mistura dois gêneros queridos ao cinema americano, que são o filme de prisão e o de terror, com resultado acima da média, graças principalmente ao bom elenco principal e à direção segura de Renny Harlin. Logo após este e “A Hora do Pesadelo 4”, o diretor se consagraria definitivamente com “Duro de Matar 2” (de onde vem o ridículo título em português deste filme aqui, tentando pegar carona no sucesso de bilheteria com Bruce Willis) e “Risco Total”.
Um rapaz, Burke (Viggo Mortensen, o Aragorn, em começo de carreira e já com boa presença em cena) chega à prisãoWyoming, reaberta por causa de problemas de superpopulação após mais de quarenta anos fechada. O diretor é Ethan Sharpe (Lane Smith), antigo guarda da cadeira elétrica na mesma prisão e que guarda um segredo: executou um homem, Forsythe (Kane Hodder) mesmo sabendo que o governador tinha perdoado o prisioneiro por motivos pessoais. Extremamente arrogante e violento, Sharpe imediatamente entra em conflito com Burke, que lembra muito o antigo prisioneiro morto por ele. Enquanto a observadora do departamento correcional Katherine Walker (Chelsea Field, ma o meno) tenta contornar a situação entre os dois para evitar maus-tratos a todos os outros, estranhos fenômenos começam a ocorrer, onde um antigo presidiário, Cresus (Lincoln Kilpatrick), sabe que o responsável pelos acontecimentos sobrenaturais só pode ser Forsythe (Kane Hodder, que interpretou o famoso assassino Jason Voorhees em vários filmes da cinessérie “Sexta-Feira 13”), querendo vingança contra os que o mataram injustamente.
Como disse acima, o filme é acima da média do gênero, prendendo a atenção do espectador sem grande esforço, graças ao bom trabalho de Mortensen, Lane Smith e do diretor Renny Harlin, que já mostrava o talento inegável para cenas plasticamente bonitas e de ritmo acelerado com alto grau de suspense, apesar do baixíssimo orçamento disponibilizado pelo picareta Charles Band (das produtoras Empire e posteriormente Full Moon, o Roger Corman dos anos 80 e 90) e a produção conta ainda com participação tradicional do irmão Richard Band na trilha sonora, um dos pontos fracos; porém, como quase sempre acontece nas produções de Band, a parte técnica de efeitos de maquiagem e especiais é muito criativa, ajudada pela fotografia granulada e escura. Atenção para as cenas da solitária e a morte de um dos guardas... De gelar a espinha!
É um filme muito difícil de achar, mas quem tiver a oportunidade deve dar uma chance.

Elenco: Viggo Mortensen (Burke), Chelsea Field (Katherine Walker), Lane Smith (Diretor Eaton Sharpe), Lincoln Kilpatrick (Cresus), Tom Everett (Rabbitt), Ivan Kane (Lasagna), André de Shields (Sandor), Tommy Lister (Tiny), Stephen E. Little (Rino Reynolds), Mickey Yablans (Brian Young), Larry Flash Jenkins (Hershey), Arlen Dean Snyder (Capitão Horton), Hal Landon Jr. (Wallace), Matt Kanen (Johnson), Rod Lockman (Kramer), Jeff L. Deist (Guarda do portão), Kane Hodder (Forsythe / Guarda da execução), George Wallace (Joe Reese), Luciano Capozzoli (Claxton), Duke Spencer (Scully), Pat Noonan (Collins) e Lyle D. Kelsey (Guarda).

Diretor: Renny Harlin; Roteiro: Irwin Yablans (história) e C. Courtney Joyner (roteiro); Produção: Irwin Yablans; Produção Executiva: Charles Band; Trilha Sonora: Richard Band e Christopher L. Stone; Direção de Fotografia: Mac Ahlberg; Edição: Andy Horvitch; Elenco: Anthony Barnao; Design de Produção: Phillip Duffin; Maquiagem: William Butler, Suzanne Parker Sanders e Scott Wheeler; Som: Zack Davis, Robert Fitzgerald, Allan Hartz, Hari Ryatt e Fred Wasser; Efeitos de Maquiagem: John Carl Buechler, John Crisswell, John Foster, Jeff Kennemore e Scott Wheeler; Efeitos Especiais: Michael Deak.

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