quarta-feira, novembro 30, 2005

Série Stephen King 4 / Um Sonho de Liberdade

Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, EUA, 1994)

Ok, este filme não pode ser considerado de terror, mas como me propus a postar neste blog todos os filmes da minha coleção que foram adaptados de obras de Stephen King, este merece seu lugar.
Indicado para sete Oscars® da Academia – Melhor Ator (Morgan Freeman), Melhor Som, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Filme, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora – (infelizmente, não levou nenhum, já que competia com o filme-evento “Titanic”... Uma senhora injustiça, na minha opinião. No mesmo ano, competia o também fantástico “Los Angeles – Cidade Proibida”. Que ano para o cinema e os velhinhos babões deram quase tudo para o filme melado do navio... Vai entender), é até hoje uma das mais bem-sucedidas adaptações do campeão Stephen King. Quando se verifica a inspiração do roteiro, a maioria fica muito surpresa de saber que veio do mestre do terror literário; quase ninguém pensaria que uma história de prisão, tão sensível e interessante, viria de alguém que ganha a vida assustando os outros. Porque é isso que é este filme; uma exaltação do espírito humano e da liberdade do indivíduo, que mesmo sob condições adversas mantém a esperança e a vontade de viver. Andy Dufresne (Tim Robbins) é um jovem executivo do mercado financeiro que é acusado de ter matado a mulher e o amante dela, a tiros.
Com muitas provas circunstanciais e a antipatia do júri por causa de sua inabalável calma e racionalidade, que causaram a falsa impressão de frieza, Andy pega duas sentenças de prisão perpétua em Shawshank. Chegando lá, Andy conhece Red (Morgan Freeman), outro presidiário para a vida toda, que é o rei do mercado negro na prisão. Eles ficam amigos e vão levando a vida.
Um dia, Andy revela seu talento para o mercado financeiro ao auxiliar o guarda mais durão e sacana da prisão, Byron Hadley (Clancy Brown) com uma questão de impostos; a partir daí, todos os guardas e o diretor Norton (Bob Gunton), pedem um favorzinho e começa a receber algumas regalias; as coisas se encaixam e Andy encontra um modus vivendi com os guardas e o diretor.
Até chegar um novo prisioneiro, Tommy Williams (Gil Bellows), com informações que dariam a Andy um novo julgamento; não querendo perder o consultor financeiro gratuito (sem falar que é alguém que pode mandá-lo para a cadeia), o diretor faz o que acha que tem de ser feito; Andy não se conforma com aquilo e empreenderá sua vingança contra o sistema que o condenou injustamente.
O filme é uma sucessão de acertos: ótimo roteiro, direção eficiente (embora um pouco insegura em algumas passagens) e um elenco extremamente afiado, desde o trio principal até os coadjuvantes. Por ter sido o primeiro filme como diretor de Frank Darabont, as pequenas falhas são compreensíveis e os atores seguram o interesse até o fim, que por sinal é surpreendente. Tecnicamente, tudo bem redondinho, sem grandes inovações narrativas; como eu disse, a história se conta sozinha, bastando deixar ela se desenvolver. Apesar de não ter ido bem nas bilheterias, foi um dos primeiros grandes sucessos no mercado de home vídeo, arrecadando três vezes mais do que nos cinemas e tendo sido eleito pelos consumidores como o filme nº 1 para ser visto em casa.
Uma curiosidade: o autor vendeu os direitos para o diretor Darabont por um dólar; Stephen King pratica uma política de vender os direitos de adaptação de seus contos por 1 dólar para cineastas iniciantes. Interessante, não?
Elenco: Tim Robbins (Andy Dufresne), Morgan Freeman (Ellis Boyd “Red” Redding), Bob Gunton (Diretor Norton), Clancy Brown (Capitão Byron Hadley), William Sadler (Heywood), Gil Bellows (Tommy Williams), Larrry Brandenburg (Skeet), Neil Giuntoli (Jigger), James Whitmore (Brooks Hatlen), Brian Libby (Floyd), David Proval (Snooze), Joseph Ragno (Ernie), Mark Rolston (“Bogs” Diamond), Jeffrey De Munn (Promotor de Justiça – 1946).
Diretor: Frank Darabont; Roteiro: Frank Darabont, baseado no conto “Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank”, por Stephen King; Produção: Niki Marvin; Produção Executiva: David L. Lester e Liz Glotzer; Trilha Sonora: Thomas Newman; Direção de Fotografia: Roger Deakins; Edição: Richard Francis-Bruce; Elenco: Deborah Áquila; Design de Produção: Terence Marsh; Direção de Arte: Peter Landsdown Smith; Cenários: Michael Seirton; Figurino: Elizabeth McBride; Maquiagem: Kevin Haney; Edição de Som: John Stacy; Efeitos Especiais: Bob Williams; Efeitos Visuais: Melissa Taylor.

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